sábado, 8 de setembro de 2007

A Tourada (Vasco 0 x 2 São Paulo)

Neste campeonato, as derrotas do Vasco, de uma forma geral, foram marcadas por dois aspectos:
- Sempre como visitante
- Sempre fazendo lambança

Como visitante, é sempre um resultado esperado. As lambanças ainda dão um toque de descontração, e contra o Grêmio, foi bem assim.
Pois bem, esse sábado foi diferente.
Arena cheia!
Entramos na tourada determinados a ganhar! E como! Começo do jogo, vestimos a camisa do touro, corremos como nunca, pressionamos como em nenhuma outra partida do campeonato. O grande São Paulo sendo encolhido pela força da torcida e da vontade do time do Vasco. Porém, não satisfeito por ter apenas o melhor elenco, a melhor estrutura, o maior estádio e a maior conta bancária, o São Paulo ainda contava com um recurso muito mais determinante: a Sorte! Duas foram as bolas na trave no primeiro tempo. Confesso que estava animado com o jogo, mas os gols foram sendo perdidos, a bola teimando em não entrar, o São Paulo ia escapando ileso, quando Muricy Ramalho dá o golpe de mestre. Com os laterais perdidos em campo, ele me tira do banco o Jadilson (do BANCO!) e passa o Jorge Vagner pro meio. Apito, 0 a 0. Fim do primeiro tempo, fim do jogo. Ao Vasco, que foi para o intervalo com 9 chutes a gol contra 0 do São Paulo, restou agonizar durante o segundo tempo. Definhou exponencialmente. Os jogadores vascaínos sabiam que para vencer esse São Paulo, não se pode deixar passar as oportunidades. E enquanto elas iam passando, o abatimento foi tomando conta de um por um. Leandro Amaral, por exemplo, parecia ter transtorno bipolar, tamanha foi a diferença entre seu desempenho do primeiro e do segundo tempo. Esgotado física e mentalmente, o time cruzmaltino exalava tristeza. Parecia querer deitar debaixo da coberta e dormir. Mas mesmo prevendo seu destino, se segurava em pé, inconformado.
Quando numa jogada em que a nossa defesa de tão imóvel parecia um time de botão, Dagoberto desfere a primeira estocada. Acerta um chute daqueles, mostrando que quando a vontade perde a voz, a qualidade manda na conversa. Daí pra frente, o São Paulo só se defendeu, contra um time quase inofensivo. Os defensores tricolores se multiplicavam covardemente. Os contra-ataques, mesmo não resultando em gol, mostravam ao Vasco que desperdiçar chances contra o São Paulo era fatal.
Superioridade de quem soube se aproveitar da afobação do outro, inverter o panorama da partida, rodear, cansar o adversário e executá-lo na hora certa.
Aos 48 minutos, o golpe de misericórdia. 2 a 0.
O Vasco desaba desfalecido.
Vitória do toureiro.

PS: O primeiro tempo do jogo provou que é mesmo difícil, mas não é impossível ganhar ou pelo menos fazer gols no São Paulo. Agora o Cruzeiro, o Santos, o Botafogo e o Grêmio sabem disso.

5 comentários:

Unknown disse...

" A defesa de tão imóvel parecia um time de botão"

hahahahahaha
demais! =)

Biriba disse...

ééé desde q o blog estreiou ñ houve vitória vascaina!

Unknown disse...

Januário,

Faltou dizer que, além de competentes, os cars metem a porrada! E no início do campeonato a TV estava alardeando que o vasco era um time violento.

E só outro detalhe : se tirarem o Conca do jogo, a gente tá fu!!

Duca, emprestado na ID da babi.

Anônimo disse...

Porraaaaaa ,São Paulo tava com uma sorte fudida...2 na trave ..uma raspando a trave numa falta que desviou na barreira...tavam fazendo catimba e Simom fdp fazendo vista grossa,e eu tendo que ver o BICHARLYSON jogar com mais raça que mtos de nossos jogadores...mas acho que jogamos melhor e não merecíamos a derrota,primeiro tempo soh deu agente ,mas Perdiga fez mta falta ao time,Andrade tá mto mal..

Anônimo disse...

Januário! VASCAÍNO véio de guerra!
Assistimos ao mesmo jogo. Eu como estou no Paraná, infelizmente, pela TV.
Já você deve ter comparecido ao estádio mais bonito do Brasil e sentido na pele a emoção que só o Caldeirão cruzmaltino proporciona.

Gostaria de incrementar na conversa, com exemplos práticos, sobre a sorte do tricolor paulista.
O VASCAÍNO chutou em direção ao gol, a bola bateu na zaga tricolor e saiu a milímetros da trave. O atacante do são paulo chutou em direção à bandeirinha de escanteio, a bola bateu na zaga e dormiu nas redes...
Valeu, abraço grande e parabéns pela belíssima crônica sobre o jogo contra o grêmio.
Domingo é no Maracá rapá. Bora pra cima dos caras...
Rodrigo Ferracini