Reverências aos torcedores fanáticos pelo futebol, coisa que no Brasil é deveras redundante.
Pois bem, deixando um pouco de lado o calor apaixonante dos torcedores por seus respectivos clubes, ontem falou alto no Palco Maior do Futebol um só grito. Era a volta da Seleção Brasileira aos gramados do seu país depois de dois anos. Mais do que isso, era a volta da Seleção Brasileira ao gramado do Maracanã depois de sete anos!
E esse tal gramado, para a comissão técnica, estava surpreendentemente ruim na semana que precedia o jogo. Cheio de buracos, falhas e irregularidades. Mas também, pudera. Além de ser o palco da abertura e fechamento dos Jogos Pan Americanos, o gramado do Maracanã vem sofrendo com diversas espécies de eqüinos que o frequentam. Isso mesmo. Entre mulas, jegues, jumentos e cavalos paraguaios, cada time carioca tem sua cota destes animais no elenco.
Mas o gramado foi aprontado a tempo. Estava razoavelmente bom, permitindo uma apresentação daquelas que no futebol moderno, e dentro das suas limitações, raramente nos proporciona. Wagner Love se movimentou muito, buscou jogo, criou oportunidades e fez o primeiro gol. Bem superior às suas partidas anteriores. Kaká, mesmo sonolento e errando mais do que o seu normal no primeiro tempo, acordou no segundo, puxou uma arrancada e chutou. Ronaldinho espertamente colocou o biquinho da chuteira, tirando do goleiro. Aliás, o que é o Ronaldinho jogando? É assombroso. Extremamente habilidoso, sobrando categoria. Kaká, depois, ainda acertou um chute lindo, na gaveta. 3 x 0. Eis que Robinho faz sua mágica. Dá um drible que até agora eu não entendi direito. Balançou, pedalou, rodou o pé por cima da bola, puxou pra um lado e puxou para o outro, não necessariamente nesta mesma ordem, cruzou a bola que sobrou pra Elano marcar um gol histórico. Quatro gols. No momento em que quantidade e qualidade se misturaram, foi a realização ver novamente tanto futebol pisar no Maracanã.
Mas a festa estava ainda incompleta. Wagner Love ex-Palmeiras. Ronaldinho ex-Grêmio. Kaká ex-São Paulo. Robinho e Elano ex-Santos. Faltava o gol carioca! Poucas pessoas foram capazes de enxergá-lo. Mas ele aconteceu. Kaká veio trazendo, e quando a defesa do Equador abriu, ele não chutou, ele fez um passe. Isso mesmo. Um passe! Um passe para a consagração de todos os jogadores que frequentaram o Maracanã esse ano e surraram seu gramado. Pelas palavras do goleiro equatoriano, nas quais faço questão de acreditar, a bola desviou em uma irregularidade na grama. Quem fez tal buraco? É jogador do Botafogo, Flamengo, Fluminense ou Vasco? Pela imensa sabedoria dos Deuses do Futebol, ninguém nunca saberá.
Para sempre, só saberemos que esse é um gol de todos. De todos os torcedores cariocas.
3 comentários:
wagner love é carioca...portanto o primeiro gol foi carioca!
e o drible do robinho como ele mesmo disse chama-se "vai pra lá q eu vou pra cá" o primeiro gol começou num lindo passe de robinho pra maicon q arrancou dando um drible da vaca no equatoriano e deixou love livre pra abrir o q dps viria a ser uma goleada!
sinceramente não vejo nada d+ nessa seleção,única coisa que valeu nesse jogo foi as musiquinhas pro galvão, que convenhamos,foram BIZARRAS, e o drible do robinho
Po, o cara é carioca mas o carioca mesmo não se identifica com ele. O pelé era mineiro. Qual o time q ele mais se identifica?
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